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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Curriculo escolar

Gente, estava eu pesquisando a respeito de Currículo escolar, quando encontrei na web, um texto de um trabalho de mestrado(Marta Candida Moreira e Célia Maria de Castro Almeida), separei esse trecho. Olha que interessante, fala da importância de se respeitar a diversidade cultural na elaboração de um currículo.

“Costa (1999, p. 64) nos adverte que:
[...] o currículo da escola pública das classes populares tem sido um lugar da dissipação dessas identidades, operando um distanciamento das origens familiares culturais, borrando a identidade de classe, em nome do acesso a uma identidade padrão classe média, ilustrada e meritocrática. As conseqüências disso todos nós conhecemos: um processo violento de homogeneização e simplificação que tem praticamente nos imobilizado e impossibilitado de pensar alternativas para a dominação, a desigualdade e a exclusão.
Quantos alunos/as são excluídos das escolas por sua cultura não ser validada, por seu dialeto, seus hábitos, atitudes, costumes e vivências não estarem em conformidade com a cultura padrão? Quantos saberes deixaram de ser reconhecidos? Quantas vozes são silenciadas? Quantos diálogos interrompidos? Ao invés de a escola acolher e incorporar práticas, conhecimentos e valores diversos dos validados pela cultura escolar, seus alunos/as são considerados como portadores de deficiências ou de dificuldades de aprendizagem.
Conforme afirma Louro (1999, p. 88):
O currículo 'fala' de alguns sujeitos e ignora outros; conta histórias e saberes que, embora parciais, se pretendem universais; as ciências, as artes e as teorias trazem a voz daqueles que se auto-atribuíram a capacidade de eleger as perguntas e construir respostas que, supostamente, são de interesses de toda a sociedade.
Recomendações para que os professores contemplem a diversidade cultural dos alunos/as em suas práticas educativas vêm sendo feitas por teóricos da educação e apresentadas em documentos oficiais. É expressa a recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p. 96-97) para que sejam atendidas as necessidades singulares dos alunos com relação à diversidade cultural:
[...] a educação escolar deve considerar a diversidade dos alunos como elemento essencial a ser tratado para a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem.[...] A escola, ao considerar a diversidade cultural, tem como valor máximo o respeito às diferenças - não o elogio à desigualdade. As diferenças não são obstáculos para o cumprimento da ação educativa; podem e devem, portanto ser fator de enriquecimento.
No entanto, persistem as práticas que priorizam a homogeneização cultural. Isto se deve, em parte, porque os professores, responsáveis pela mediação entre os saberes dos alunos/as e os conhecimentos escolares, não foram formados para trabalhar com a diversidade cultural, com a heterogeneidade presente nas salas de aula de nossas escolas, como aponta Moreira (1993, p. 37):
Em reportagem sobre a crescente procura de vagas na escola pública, pela classe média, foi dito por uma diretora de escola do primeiro grau: 'Nossa escola pública, apesar de tudo, ainda tem um ensino elitista. As faculdades não ensinam os professores a lidar com a cultura popular. A gente vai aprendendo na prática, se tiver interesse.
Também Piaget, no livro Para onde vai a educação? (1988, p. 25), afirma:
A preparação do professor constitui a questão primordial de todas as reformas pedagógicas, pois enquanto não for resolvida de forma satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a respeito do que deveria ser realizado [...] A única solução racional: uma formação universitária completa para os mestres de todos os níveis."

Caso vocês queiram ler o texto na íntegra acesse:

http://www.uniube.br/propep/mestrado/revista/vol02/04/art03.htm

3 comentários:

  1. Cristiane,

    Quem inventou a escola foi a cultura, a sociedade, por isso as práticas da escola legitimam as práticas destas instituições. Então, será por que ela tem um caráter excludente, desigual e eletista??? Respondo: a função da escola é conservadora, pois contribui para a reprodução social e cultural como requisito para sobrevivência da sociedade. Por isso, que nós educadores, seja em sala de aula ou a frente da escola (coordenação e direção) precisamos levar em conta que alunos temos, o bairro, que tipo de pais.. e saber trabalhar com o singular e plural dentro da escola, contextualizando através de atividades e reflexões significativas a diversidade cultural que temos e que consequentemente é formado o nosso Brasil, contribuindo para a formação de cidadãos reflexivos e participativos. Papel que também cabe a escola elitista!!!!

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  2. Gente esse é o cometário da Edione:

    Cris, sobre o Currículo Escolar...

    Hoje o que mais vemos é desigualdade social, e infelizmente onde deveria em primeiro lugar ter essa consciência. que é a escola, vemos hoje a falta de interesse das organizações em sanar esse problema que é a diversidade dos alunos. Sabemos que existem meios de resolver, que existem leis, mas pouco interesse, pois quando estamos na faculdade estudando pedagogia, parece ser tudo muito lindo, querem mostrar como se todos fossem iguais, como se não houvesse diferença social, mas sei que na prática isso é tudo diferente. Então, como diz no texto, as escolas deve trabalhar em cima do curriculo escolar do aluno, levando em consideração o meio em que vivem, e as experiências que cada um traz consigo.

    Desculpe se falei muito besteira, vou tentar melhorar, rsrs.
    Obrigada por compartilhar comigo.
    Fique com Deus!

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